30/11/11

"A girl who dances life and lives to Dance"

Escrevi esta frase quando me aventurei nos blogs com o intuito de resumir numa só frase algo que me caracterize. Assim foi.
  • Questão actual: assim é?
A Dança está presente desde sempre, no corpo, no ritmo, no cantar constante desde os 2 anos??
Apesar do ballet surgir aos 5 com as aulas, a disciplina, as posturas, etc.
A evolução das aulas semanais de 1h30m aos Sábados até ao treino diário de 10h de dança, foi um percurso de pelo menos 14 anos. Revi-o hoje, numa ocasião específica em que recordava uma série de percursos emocionais, vividos com toda a intensidade da adolescência, que desembocaram em decisões únicas.

Nesta fase da minha vida, procuro um fôlego. Um só fôlego, um impulso, um vislumbre de iniciativa para o meu resgate. E a Dança ocupa de novo um papel único.
Porque é respiração, fluidez de corpo e pensamento num só; é choro numa pirueta dupla, grito num par de braços erguidos em harmonia, amor e corpo tudo junto.Corpo sentido, amassado, suado, exausto de tanto amar e sedento por mais.
Dançar é olhar para o outro mostrando o que é único em nós.
Dançar é amar o que é único em nós, mostrando ao Mundo o que só o nosso corpo faz. Daquela forma...

Dançar lembra-me que mais ninguém pode fazer o que eu faço: dançar assim... E por isso sou única.
E surge o fôlego. Depois da exaustão.

10/03/11

Reencontro




Foi o que senti por ocasião do concerto do grupo Danças Ocultas no Museu do Oriente no passado dia 4 Março. Acompanhada da minha irmã assisti a um dos melhores concertos da minha vida. "Melhor" por variados motivos:

  • conhecia pouco a obra deste grupo fantástico mas fiquei rendida à qualidade musical, à técnica e à entrega de todos eles à magia que passou por aquela sala e por todos os presentes.
  • deixando a bebé de 1 ano e 2 meses com a avó, a cerca de 10m de carro, consegui relaxar e estar presente ao fim da 4ª música apresentada.
Por variados motivos ainda não tinha acontecido uma saída nocturna sem a Irene e ainda não me tinha sentido assim "desligada" até hoje. Foi um reencontro comigo, com a minha alegria de ser feminina e ser mulher sem ser mãe ao mesmo tempo. Um reencontro com esta Patrícia que aqui anda em papel secundário e que, pouco a pouco, vai despontando qual Primavera desejada.

Foi muito difícil estar sentada na cadeira quando 1001 danças percorriam a mente, puxando os pés ao seu propósito; ficaram satisfeitos em tamborilar no chão vezes sem conta! Foi muito fácil regressar à maternidade e receber a bebé de braços abertos, regressando a casa num 2º sono tranquilo :-)

Mais ocasiões virão e aprendo todos os dias a resgatar esta Patrícia que baila, dança e salta. Que faz loucuras sãs e brincadeiras de fedelha. Que acredita no lado bom de tudo e que se desilude quando assim não o vê.

Que sempre acreditou que ser mãe era um papel chave na sua vida: e agora confirmo, eu mesma!

05/12/10

Desígnio-Propósito


"No céu, onde vemos desenhado todas as noites,
 na via Láctea, o Caminho de Santiago,
 existem milhões de estrelas.
Uma delas és tu. Tenta encontrá-la.
Conhece-a e ela lembrar-te-á quem és e para que vieste.
Pouco a pouco encontrarás o sentido da tua vida."

23/08/10

Escolha informada!

Se há coisa que não me convence é dizerem-me "...é assim e assado porque sim."
Explico: em diversas situações aconteceu mas na classe médica é a área onde não permito que me façam semelhante coisa.
"...vamos fazer assim em data assado." E mais nada!
E então, porquê? Mas porquê? Mas será que ninguém pergunta o porquê???
Não quer dizer que o profissional de saúde habilitado não tenha razão (nem é isso que está em causa) mas onde está o porquê?

Na última vez que fui ao dentista (antes da Irene nascer) e sim, preciso de ir o mais breve possível, foi a 1ª consulta com um novo médico e, assim que abri a boca (mas foi mesmo assim que abri a boca!!) diz-me - "...está aqui um dente do siso para tirar. Vá tirar o raio X a Lisboa e depois venha cá!" Assim. Sem apelo nem agravo. Sem mais nem menos. Sem sorrir e sem explicar donde veio tamanha decisão de retirar tão importante secção de carne da minha pessoa. Assim, sem mais nem menos.
É claro que não fiz o raio X e não voltei lá. Sim, até pode ter razão mas convivo com o meu siso e o siso comigo ainda hoje :-)

ESCOLHA INFORMADA - algo que ouvi recentemente na formação sobre aleitamento materno, que se traduz pessoalmente, em tomar uma decisão tendo consciência plena dos prós e contras de determinada decisão. Tendo bem a noção das consequências da decisão que vamos tomar, seja ela qual for.
Assim foi em relação ao parto: informei-me do que se passa no hospital, informei-me do que se passa fora do hospital. E depois decidi (aqui a decisão claramente não foi individual!) como mulher o que representava cada decisão que iria tomar.
Ainda hoje é assim: febre? ok! Medicação homeopática de 2 em 2h, chá de salva com sal marinho em gotas pelo nariz, paninhos quentes com óleo de lavanda no peito para a tosse. Dá trabalho? Claro que sim! Demora mais tempo? Claro que sim! Vale a pena não optar pelo antibiótico para já? Claro que sim!
A sensação que ficou para trás: a vontade de chegar às urgências de qualquer hospital, ainda por cima o semi-privado a que tenho acesso :-) e pedir a bela da droga que poria toda a gente a dormir toda a noite....

Pois, ainda não foi desta!

O que me custa no meio disto tudo? O que me custa todos os dias que me lembro destas palavras "Escolha Informada"? As mulheres que não questionam sequer as decisões tomadas em relação ao seu corpo, em relação à sua maternidade, em relação aos seus filhos.
Não existe qualquer culpa ou algo a menos nessas mulheres. De todo!
Mas é urgente tomar o 1ª passo e sermos nós, mulheres, homens, pais a tomar nas mãos a responsabilidade da saúde dos nossos filhos e da nossa própria. Temos essa capacidade, ainda não temos esse mérito. Delegamos na classe médica as decisões sem sequer ouvir o que o nosso instinto diz em relação ao que se passa. Sem ouvir o nosso coração, sem escutar as próprias crianças que tão bem nos dizem quando algo de errado se passa.

Está mais do que na hora de metermos as mãos à obra. Somos responsáveis por criar cidadãos mais conscientes da sua saúde, das consequências físicas e mentais das suas decisões diárias. Chega de "é assim porque é assim"!
Porra, chega desta palhaçada!

20/06/10

Quando me esqueço...recolho a esta música, a estas palavras

Quando me esqueço de agradecer a vida que tenho a cada momento.
Quando me esqueço de agradecer a família que me acolheu, que me acolhe.
Quando me esqueço de agradecer os homens que amei, que têm um lugar no meu coração e que tanto me ensinaram.
Quando me esqueço de agradecer o homem que amo e me acompanha nesta jornada.
Quando me esqueço de agradecer as ferramentas que a vida me dá para confiar no poder do meu corpo, na sua capacidade curativa.
Quando me esqueço de agradecer o ser especial que escolheu nascer deste nosso amor através do meu corpo.
Quando me esqueço de agradecer, todos os dias, pelo sorriso com que a bebé nos brinda todos os dias, todos os momentos.
Quando me esqueço de agradecer a vinda do anjo que dorme ao nosso lado todos os dias.

Recolho a esta música, nesta voz e na voz do GRANDE Leonard Cohen e consigo quase ter a sensação que fico aqui, neste preciso segundo, neste momento presente. Sem antes, sem depois, sem nada...a não ser este momento.

E sorrio, agradecendo...

06/06/10

Encontro de Mães em Alcochete

Mães (pais) e bebés estão convidados para o 1º Encontro de Mães em Alcochete!

Neste encontro vamos debater e partilhar questões relacionadas com a maternidade/paternidade, gravidez, pré e pós-parto, 1ª infância, etc.

Vamos partilhar experiências e dúvidas, desfazer alguns mitos, aprender umas com as outras e, sobretudo, sentir-mo-nos valorizadas no papel de mães e mulheres.

O encontro será moderado por uma facilitadora na área de amamentação e a proposta será de manter este encontro mensalmente com temas a propor entre as mães.

No dia 19 de Junho, entre as 15h e as 17h, no Jardim do Rossio (escola Conde Ferreira).

Mais informações e outras questões para: simoespat@gmail.com.